Desde o antigo Egito que a humanidade nutre um fascínio peculiar pela aura mística dos felinos, tratando-os com uma reverência que eles aceitam com a sua habitual arrogância. A lenda dita que possuem nove vidas, mas raramente paramos para contemplar a estética que adotarão quando estiverem, finalmente, a gastar a última. A ilustração que temos em mãos capta precisamente essa fase terminal num cruzamento improvável entre o imaginário gótico e a cultura pop contemporânea. Com órbitas vazias e um pequeno nariz craniano desprovido de segundas intenções, a anatomia é aqui deliciosamente simplificada. As linhas espessas e os contornos arredondados suavizam o impacto daquilo que seria um macabro estudo osteológico, transformando costelas e falanges numa adorável composição de contrastes absolutos.
Apropriadamente assumido no catálogo como Gato Esqueleto, o design assenta numa pureza gráfica vetorial que lhe confere uma versatilidade técnica assinalável. Na imagem de apresentação, vemo-lo como que a assombrar a tampa de um computador portátil (que se diga, é um habitat natural e muito procurado para formatos mais reduzidos destes decalques), contudo, a sua natureza vetorial permite que seja encomendado em escalas substancialmente maiores para outras superfícies, sem perder definição. Existe apenas uma exigência para a sua sobrevivência enquanto autocolante em vinil: seja na traseira de um monitor ou na porta de um frigorífico, a superfície de destino tem de estar imaculadamente limpa antes da aplicação.
"Em tempos antigos, os gatos eram adorados como deuses; eles nunca se esqueceram disso." — Terry Pratchett
