Esta terceira incursão no arquétipo do astronauta desvia-se da iconografia heróica da exploração espacial para mergulhar em águas mais sombrias e introspectivas. O tratamento, em alto contraste, evoca a crueza de uma xilogravura ou do estêncil urbano, mas a sua força reside naquilo que deliberadamente oculta.
O ponto focal é a viseira do capacete. Em vez do tradicional reflexo do cosmos ou do rosto determinado do explorador, encontramos um negrume absoluto, um vazio que absorve a luz e o nosso olhar. O rosto humano é reduzido a um fragmento — nariz e lábios — que flutua nessa escuridão, iluminado por uma fonte desconhecida que parece emanar do próprio abismo interior.
Esta escolha de design transforma a figura. O astronauta deixa de ser um pioneiro para se tornar uma entidade anónima, talvez até um espectro, o seu fato um sarcófago tecnológico. Já não é um símbolo da ambição humana, mas um testemunho da solidão cósmica. É uma imagem que não fala da conquista do espaço, mas do que o espaço pode fazer a quem se atreve a atravessá-lo...
"Existem duas possibilidades: ou estamos sozinhos no Universo, ou não estamos. Ambas são igualmente aterradoras." — Arthur C. Clarke
Observações:
- Este decalque tem duas variantes, que embora sejam semelhante NÃO SÃO iguais. Uma variante para fundos escuros feita em Branco, e outra para fundos claros feita em Preto. A versão a escolher deve ter em consideração a cor da superficie onde o decalque autocolante será aplicado.