Há olhares que atravessam a alma. E depois há este — o do barbudo de óculos escuros, estampado num autocolante em vinil, que não só te julga como parece saber o que fizeste no verão passado. A expressão é ambígua: entre o hipster em ressaca existencial e o guru de teorias da conspiração que vive num bunker decorado com tapetes orientais e latas de atum.
Este autocolante não é apenas decorativo. É uma presença. Colado ao lado do trackpad no portátil, como na imagem de exemplo, transforma o computador num confessionário silencioso. Cada clique é observado. Cada pesquisa no Google, avaliada. E não, ele não aprova. Mas atenção: a imagem é apenas uma sugestão de aplicação. Existem versões pequenas para equipamentos eletrónicos e outras maiores para superfícies rígidas — desde que estejam limpas, sem pó nem gorduras. A natureza vectorial do design permite redimensionamento, o que significa que este julgamento silencioso pode escalar desde o canto de um computador portátil até à traseira de uma carrinha de entregas com crises de identidade.
“O Barbudo” é um decalque com humor negro, quase clínico. A barba densa, os óculos escuros que escondem o olhar fixo compõem uma figura que parece saída de uma noite mal dormida, onde muitas decisões erradas parecem ter sido tomadas. É o tipo de autocolante que não pergunta — acusa. Que não decora — domina. E que, acima de tudo, não perdoa... ^_^ (pois.. ele está sempre a julgar-te)
“A loucura é a única resposta sensata a um mundo insano.” — Friedrich Nietzsche
