Há algo de deliciosamente absurdo na ideia de que toda a história da humanidade — desde os primeiros passos trémulos de um primata até à complexidade do ser humano moderno — culmina num jogador de hóquei. Esta segunda versão do autocolante em vinil retoma o conceito da evolução com um toque visual distinto, mantendo o humor crítico e a ironia bem afinada. A sequência é clara: a marcha da evolução segue o seu curso até desembocar num atleta de patins, capacete e stick em punho, pronto para deslizar sobre gelo como se fosse o destino final da espécie.
A imagem de apresentação mostra o autocolante aplicado num computador portátil, sugerindo que este design foi pensado para superfícies mais pequenas e pessoais. No entanto, como qualquer arte vetorial, pode ser ampliado para outros formatos e superfícies — desde que estejam limpas, sem pó nem gorduras. Afinal, nem o mais evoluído dos autocolantes sobrevive a uma camada de migalhas e dedadas oleosas.
A expressão “Evolução do Homem” — é usada com uma ironia subtil. Em vez de glorificar o progresso científico ou espiritual, este decalque aponta para um destino alternativo: o desporto de contacto, velocidade e estratégia. Há aqui uma crítica implícita à ideia de progresso como algo linear e superior. E se, no fim, tudo o que fizermos for correr atrás de um disco com um taco?
Este tipo de arte urbana em vinil funciona como uma cápsula de reflexão visual. Não procura respostas, mas levanta sobrancelhas. E isso, por si só, já é um gesto evolutivo...
“A história da humanidade é uma sucessão de equívocos bem intencionados.” — Friedrich Nietzsche
