O banco de jardim não é apenas um assento, é um palco para incontáveis dramas silenciosos, debates existenciais sobre quem deixou a luz da casa de banho acesa, ou, como neste caso, um cenário para a intemporalidade do "para sempre". Esta silhueta digital, captura a essência de um casal na sua mais pura forma de união: ombro com ombro e sempre juntos.
Vemos duas figuras, estilizadas ao pormenor necessário para a identificação, mas abstratas o suficiente para que qualquer um possa projetar nelas os seus próprios vizinhos, avós, ou a sua versão idealizada de futuro. Ele, com a boina que sugere um certo ar pensativo ou talvez um apego às tradições. Ela, aninhada, numa pose de contentamento sereno. Estarão a desfrutar do pôr do sol, a discutir a conta do supermercado, ou apenas a apreciar o silêncio confortável que só anos de convivência podem trazer? A beleza do design reside precisamente nessa ambiguidade convidativa.
Este conjunto de ficheiros digitais oferece a intemporalidade desta cena, pronta para adornar desde a sua parede a uma ilustração que apele à memória ou à promessa de um futuro partilhado. Uma representação elegante daquela parceria que resiste a todas as intempéries, exceto, talvez, àquelas causadas por pombos excessivamente zelosos...
"O amor não depende do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ele possa vir com toda simplicidade, de dentro para fora, de um para o outro." – Anónimo