Esta imagem, à primeira vista, é um soco no estômago. A silhueta negra, universal e anónima, encena um ato de violência final e desesperado. Uma arma apontada à própria cabeça. É uma imagem que a sociedade nos ensinou a temer, a desviar o olhar, a associar à tragédia e à escuridão. Contudo, é precisamente nessa confrontação que reside a sua força subversiva. O que jorra do cano da arma e da mente da figura não é o expectável vermelho da destruição, mas algo inteiramente diferente.
Da violência do disparo nasce uma imensidão de borboletas. A mancha vermelha, que inicialmente se assemelha a sangue, desintegra-se e metamorfoseia-se em vida, em beleza e em liberdade. As borboletas, símbolos universais de transformação e renascimento, ascendem e dispersam-se, cada vez mais definidas e graciosas à medida que se afastam da origem do seu "nascimento". O ato de suicídio aqui retratado não é físico, mas sim intelectual. É a morte de um velho eu, o assassinato de ideias pré-concebidas, de dogmas impostos e de pensamentos que nos aprisionam. É a libertação radical da mente.
Este decalque, aplicado na superfície de um portátil — a nossa janela para o mundo digital, o trabalho e a informação —, transforma o objeto numa tela de comentário social. Questiona a nossa própria conformidade. Quantas vezes "suicidamos" uma ideia nova por medo do que os outros pensarão? Quantas vezes mantemos os nossos pensamentos mais autênticos acorrentados, preferindo a segurança da caixa em que a sociedade nos colocou? A imagem sugere que a verdadeira criação, a beleza e a liberdade só podem emergir de um ato de rutura, por mais violento que este possa parecer. Este design serve para te recordar : Para que novas ideias possam voar, as velhas prisões mentais têm de ser destruídas.
"O pensamento é a única coisa no universo da qual não podemos negar a existência: negar é pensar." - Blaise Pascal
Observação :
- Este decalque é apenas feito em preto & vermelho tal como se apresenta nas imagens
