Há avisos que sussurram. Este grita. E não é um grito qualquer — é aquele tom passivo-agressivo que só um autocolante com uma mão a apontar uma arma consegue transmitir. “Não Mexe!” diz ele, com a subtileza de um filme de ação dos anos 80 e a delicadeza de um segurança de discoteca com excesso de testosterona.
Mas atenção: o que está à venda aqui não é o sinal completo com chapa, parafuso e história de vida. É apenas — e sublinho, apenas — o vinil autocolante. Um decalque em vinil de alta qualidade que pode ser aplicado numa base rígida à sua escolha: madeira, metal, acrílico, parede, porta de garagem, ou até na caixa de ferramentas por causa daquele vizinho que insiste em mexer onde não deve. Desde que a superfície esteja limpa, sem pó nem gorduras (porque nem as ameaças funcionam bem sobre gordura), o autocolante adere com firmeza e estilo.
A imagem apresentada mostra o autocolante aplicado numa vedação metálica, mas isso é só um exemplo. Pode recriar o cenário onde quiser — seja para proteger o seu jardim, o seu frigorífico ou a sua coleção de action figures vintage. A natureza vectorial do design permite redimensionamento, por isso pode ajustar o tamanho consoante o nível de ameaça que pretende transmitir. Pequeno para sarcasmo, grande para pânico... ou não...
Este autocolante é uma sátira visual sobre autoridade, propriedade e o eterno drama do “isto é meu, não mexas”. Uma espécie de arte urbana com vocação de segurança privada...
“A ironia é a última defesa da sensatez num mundo que perdeu o juízo.” — António Lobo Antunes