Aqui, a arte urbana faz-se minimalista e rasteira, como convém a quem vive rente ao chão. Esta "casinha de ratinhos" em vinil não é uma simples decoração, é uma declaração de intenções: há vida (e ratos!) para além do rodapé.
A silhueta negra recorta-se na parede branca como um teatro de sombras, onde o protagonista é um lar doce lar roedor, com direito a relvado e placa com um coração estampado. Não sei se o mercado de arrendamento para ratos anda famoso, mas este autocolante transmite a mensagem "lar, doce lar" até para os seres mais pequeninos.
Os olhinhos espreitadores, revelam a presença discreta (mas nem por isso menos importante) dos habitantes. São os olhos de quem sonha com uma vida pacata, longe das ratoeiras e dos gatos esfomeados. Ou talvez sejam os olhos de um corretor imobiliário roedor, à espera do próximo cliente disposto a pagar uma fortuna por um buraco na parede...
A peça, no seu humor contido, sugere uma inversão de papéis: quem disse que os ratos não têm direito a um lar digno? Quem disse que não podem ter ambições imobiliárias? Afinal, também eles contribuem para o ecossistema. A escolha do preto, contrastante com o branco da parede, confere solenidade à cena, como se estivéssemos a testemunhar a inauguração de um novo bairro para roedores....
"A maior habilidade de um artista é a de fazer as pessoas verem o mundo à sua maneira." - Christian Dior
Observações:
- Este decalque é apenas realizado na cor preta!