Esta pequena peça de vinil é uma micro-intervenção no quotidiano, um detalhe que transforma um dos objetos mais funcionais e ignorados da casa — o interruptor — num palco para um momento de humor gráfico. A silhueta de um gato, de um negro absoluto, senta-se em vigília sobre o espelho de plástico. Mas longe da imagem domesticada e fofa que o diminutivo “gatinho” poderia sugerir, este felino revela uma personalidade vincada.
Com os dentes afiados à mostra e uma expressão que oscila entre o bocejo irritado e uma ameaça velada, o gato assume-se como o guardião mal-humorado da luz. A sua estilização é minimalista, mas eficaz na captura de uma atitude universalmente reconhecível por quem partilha a vida com estes animais. É um pequeno detalhe subversivo que quebra a monotonia funcional da parede, oferecendo um piscar de olho cúmplice a quem se aproxima para acender ou apagar uma lâmpada.
"Amo os gatos porque amo a minha casa e, pouco a pouco, eles tornam-se a sua alma visível." — Jean Cocteau