Esta composição trabalha na zona ambígua entre o sensual e o espectral, usando uma silhueta feminina fluida, quase líquida, que parece surgir e desaparecer ao mesmo tempo. O contraste forte entre a cor e o vazio do recorte dá ao conjunto uma leitura imediata, com um lado decorativo evidente, mas também com uma estranheza controlada que lhe dá carácter. Não é um motivo inocente, nem quer ser. Tem uma teatralidade discreta, uma elegância sombria e uma ironia silenciosa que resulta bem em ambientes contemporâneos, minimalistas ou com uma estética mais alternativa.
Sob o título de Mulher fantasma, o design joga com duas ideias muito reconhecíveis... a figura feminina como presença visual forte e o fantasma como símbolo de ausência, mistério e perturbação subtil. O resultado é um decalque que funciona bem tanto como peça de destaque como elemento de atmosfera. Há aqui uma linguagem visual próxima da ilustração de alto contraste, onde menos detalhe significa mais impacto. Em decoração, isso costuma ser meio caminho andado para um objecto que prende o olhar sem saturar o espaço.
Como uma das imagens de apresentação mostra a aplicação num portátil, faz sentido referir que este design foi pensado também para equipamentos electrónicos de menor dimensão, sendo essa imagem apenas um exemplo de utilização. Ainda assim, pela sua natureza vectorial, o motivo pode ser ampliado para outros formatos e aplicado noutras superfícies, desde paredes e portas até mobiliário liso, desde que estejam devidamente limpas, sem pó nem gorduras. Porque o lado sobrenatural pode ser intencional... a má aderência, essa, nunca é.
O mistério é a essência de toda a arte. — Oscar Wilde
