Este painel em vinil autocolante apresenta um rosto feminino de uma força inegável, enquadrado por adornos que evocam uma estética tribal. No entanto, mais do que uma simples homenagem a uma cultura específica, esta obra parece ser uma fusão de influências, um arquétipo moderno da mulher poderosa, cuja identidade é simultaneamente ancestral e contemporânea.
O olhar é o ponto focal da composição. Intenso, direto e sem hesitações, desafia o observador. Não é um olhar que pede permissão, mas um que afirma a sua presença e a sua história. As sobrancelhas arqueadas e os lábios definidos contribuem para uma expressão de confiança e autoconhecimento. A maquilhagem, se assim lhe podemos chamar, é tão ornamental como os adereços que a rodeiam, sugerindo que a identidade é algo que se constrói, que se adorna, que se exibe com orgulho.
O "estilo tribal" aqui presente não parece remeter para uma única etnia, mas sim para a ideia de tribo no seu sentido mais lato: um sentimento de pertença, de raízes, de força coletiva. Os padrões geométricos no toucado e nos brincos podem ser vistos como símbolos de rituais, de sabedoria transmitida entre gerações, de uma ligação profunda com a terra e com a comunidade. A utilização de espaços negativos, onde a própria parede se torna parte da imagem, reforça a ideia de integração e interdependência. A figura não existe isolada; ela é parte do ambiente que a rodeia, tal como nós somos moldados pelo nosso contexto.
É um design que fala de força interior, de beleza não convencional e da riqueza que advém de honrar as nossas origens, sejam elas quais forem.
"A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, na figura que ela tem ou na maneira como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque essa é a porta para o seu coração, o lugar onde o amor reside." — Audrey Hepburn
