A primeira coisa que salta à vista neste design não é o título provocador, mas sim a narrativa visual que se desenrola como uma linha do tempo antropológica com um toque de sátira pós-moderna. Da esquerda para a direita, vemos uma progressão que começa com um pequeno símio, passa por um homem primitivo de ferramentas agrícolas em punho, e culmina numa figura feminina empunhando uma coleira ligada ao pescoço do homem (ao estilo bsdm) que mais parece saído de um catálogo de fetiches agrícolas. É como se Darwin tivesse tomado ácido e decidido reescrever a teoria da evolução com base num episódio de stand-up... ou de sexo na cidade...
O autocolante, aplicado aqui num computador portátil, serve como exemplo de aplicação — não é uma imposição estética, calma. Existem versões menores para portáteis e maiores para outras superfícies, desde que estejam limpas, sem pó nem gorduras. A natureza vectorial do design permite redimensionamento sem perda de qualidade, o que significa que esta sátira evolutiva pode escalar desde o canto de um caderno até à traseira de uma carrinha de entregas com crise existencial.
Quanto ao misterioso “LOGO ZONE” que paira sobre as figuras como uma auréola corporativa, trata-se apenas de um marcador de posição para o logótipo do fabricante do portátil. Não é parte do design, nem uma tentativa de branding subliminar... ^_^
O título original — “Evolução do homem para Sex Slave” — é uma provocação deliberada, uma crítica mordaz à forma como a sociedade, entre memes e algoritmos, reconfigura os papéis de género e identidade. A mulher final, com o seu ar de dominadora "rural", não é uma vítima, mas sim o ponto final de uma inversão de poder. Ou talvez seja só uma metáfora para a vida adulta: começa-se a gatinhar e acaba-se a trabalhar para alguém com uma forquilha... e uma coleira... e meias rendilhadas...
“A sátira é o microscópio com que se examina a sociedade.” — Eduardo Prado Coelho