Este design em vinil é a representação gráfica do Anahata, o quarto chakra primário na tradição iogue, conhecido como o chakra do coração. Mais do que um mero ornamento, esta peça é um diagrama cósmico, uma mandala concebida como ferramenta de meditação e equilíbrio. A sua estrutura é rica em simbolismo, encapsulando conceitos filosóficos profundos numa geometria visualmente harmoniosa.
A composição é centrada em torno de um hexagrama, ou Shatkona, formado pela intersecção de dois triângulos. Este elemento central não é arbitrário; simboliza a união primordial do triângulo ascendente (representando Shiva, a consciência masculina, o espírito) com o triângulo descendente (representando Shakti, a energia criativa feminina, a matéria). O seu entrelaçamento no chakra do coração significa o ponto de equilíbrio perfeito entre o físico e o espiritual, o terreno e o divino. No núcleo do hexagrama reside a sílaba sânscrita "Yam" (यं), o bīja mantra ou som semente, cuja vibração é usada para ativar e purificar este centro energético.
A cercar esta geometria sagrada estão doze pétalas de lótus, cada uma representando uma das vrittis ou qualidades do coração, como a compaixão, a harmonia e a empatia. Como intervenção num espaço interior, este decalque transforma uma parede num ponto focal para a introspeção, um convite visual para cultivar um estado de Anahata — que se traduz como "intacto" ou "não ferido" —, um amor incondicional e uma paz interior que não depende de circunstâncias externas.
"O teu coração conhece o caminho. Corre nessa direção." — Rumi

