Uma lua em crescente ocupa o epicentro do que parece ser uma explosão solar. A composição joga com uma contradição visual deliberada, fundindo o símbolo da noite com a iconografia do dia. Deste núcleo paradoxal irradiam linhas retas de comprimentos distintos, terminando em círculos de diâmetros variados, como um sistema planetário capturado num instante ou um mapa estelar imaginário. A peça é um exercício de geometria e simbolismo...
O design recusa uma categorização simples. Não é sol nem lua, mas ambos. Evoca tanto os motivos solares da Art Deco como a iconografia atómica do design de meados do século. A sua simetria radial confere-lhe um equilíbrio hipnótico, quase como uma mandala celestial. Não procura a exatidão astronómica, mas sim a criação de um emblema de um universo unificado, onde os opostos coexistem numa harmonia gráfica e silenciosa. É uma peça que convida à contemplação...
"Não sei nada com certeza, mas a visão das estrelas faz-me sonhar." — Vincent van Gogh
