Esta segunda versão sobre o tema do leão abandona a perspectiva heráldica de perfil para adotar uma abordagem frontal, simétrica e diretamente confrontational. O design apresenta a face do felino como um emblema totémico, um sigilo de poder que encara o observador com uma autoridade calma e inabalável.
A composição é um exercício magistral de equilíbrio e contraste. A juba, longe de qualquer naturalismo, é fluidamente estilizada de tal forma que confere à peça uma energia que oscila entre o orgânico e o tribal. O design faz um uso exímio do espaço negativo para esculpir as feições: as órbitas, o nariz e a estrutura facial são definidos por recortes precisos na massa de cor sólida.
Diferente da sua antecessora, que evocava um brasão em perfil, esta peça funciona mais como um mascarão ou um emblema pessoal. O olhar, fixo e desprovido de agressividade, comunica uma força interior e uma liderança que não necessita de ser anunciada com um rugido. É um ícone de autoconfiança e resiliência. Aplicado a uma superfície, transforma-se num ponto focal magnético, uma declaração de identidade que projeta poder, controlo e uma dignidade régia, mas de uma forma marcadamente moderna e pessoal...
"A sorte favorece os corajosos." — Séneca