Este vinil autocolante apresenta a arquétipa cabeça de leão, símbolo universal de realeza e poder, aqui reinterpretada através de uma matriz cristalina e geométrica. A sua presença não é a de um ser de carne e osso, mas a de um emblema, um brasão de armas forjado na linguagem da lógica e da estrutura.
A juba, habitualmente um símbolo de poder selvagem e orgânico, é transfigurada numa explosão de facetas poligonais, uma espécie de coroa fractal que irradia do centro da composição. O rosto, em contraste, é resolvido com uma simetria imponente e formal. O olhar, embora ausente, é fortemente sugerido pela convergência das linhas, conferindo à peça uma presença confrontacional e nobre.
A iconografia do leão como “rei dos animais” é aqui elevada a um novo patamar de abstração. A sua força não é a do músculo, mas a da precisão. A sua majestade não é herdada, é calculada e projetada com a clareza de um teorema. É a transformação da ferocidade em formalismo, do instinto em intelecto, resultando num símbolo de poder que é, ao mesmo tempo, primordial e profundamente contemporâneo...
“Claro que ele não é um leão manso. Mas ele é bom.” — C.S. Lewis, *O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
