Este design, a sétima iteração de um tema exploratório, é uma destilação gráfica de um arquétipo feminino, elevado ao estatuto de ícone secular através de um notável sincretismo estilístico. A composição é dominada pela figura de uma mulher cujo rosto, de uma simetria e clareza quase escultóricas, encara o observador com um olhar direto e magnético.
O elemento mais dominante é a complexa auréola ou resplendor que lhe emoldura a cabeça. Composto por feixes radiais de uma precisão quase matemática, este ornamento evoca simultaneamente a op-art, a ourivesaria Art Déco e as auréolas da iconografia bizantina, mas aqui despojada de qualquer conotação religiosa explícita. Este halo geométrico contrasta de forma sublime com a fluidez orgânica do cabelo, que cai num gesto de elegância natural. O resultado é um ícone moderno: uma santa profana, uma deusa da era do design gráfico.
Ainda que a sua apresentação sugira o enquadramento do vinil em uma moldura, esta peça foi concebida como um decalque em vinil, permitindo que seja aplicada diretamente sobre qualquer superfície lisa...
"A beleza é a única coisa contra a qual a força do tempo é impotente." — Oscar Wilde
