Este decalque em vinil aborda a baleia, o leviatã dos oceanos, e submete a sua escala monumental a uma desmaterialização gráfica. A criatura, na natureza o epítome do peso e da presença avassaladora, é aqui tornada transparente, o seu volume imenso definido não por uma superfície sólida, mas por um vazio delineado por vetores. É o fantasma de uma baleia, uma constelação pessoal desenhada sobre o éter da parede.
A sua forma, perfeitamente reconhecível, é construída através de uma teia de polígonos que mapeia a sua anatomia com a precisão de um projeto de engenharia. O movimento lento e majestoso do animal é congelado, a sua graça fluida traduzida para a linguagem rígida da geometria. A peça mostra o diagrama da sua existência, o esquema da sua magnificência...
A iconografia da baleia está ligada ao profundo, ao mistério ancestral e à serenidade dos gigantes. Este tratamento linear, quase como um diagrama de navegação celeste, transforma a criatura. Não é a entidade insondável das profundezas, mas um mapa da sua própria vastidão, um ícone da tranquilidade dos abismos, tornado acessível e compreensível através da clareza da linha. É um convite a contemplar o colossal, não com temor, mas com uma admiração pela sua perfeita e lógica estrutura.
“Considera a subtileza do mar; como as suas criaturas mais monstruosas se movem nas profundezas mais remotas e serenas…” — Herman Melville, "Moby-Dick"

