A iconografia é de uma clareza absoluta, fundindo dois dos símbolos mais universais que conhecemos. De um lado, o coração, a representação gráfica do afeto incondicional. Do outro, a pata, a marca inconfundível do companheiro de quatro patas que deixa a sua pegada, literal e figurativamente, por toda a nossa vida. O design opta por uma solução visualmente limpa e inteligente, usando o espaço negativo para inscrever a pata dentro do coração, como se uma forma nascesse organicamente da outra, inseparáveis.
Não se trata apenas de uma declaração genérica de "eu gosto de animais". É mais um código, um sinal de reconhecimento entre iniciados. Quem o exibe está a comunicar, sem palavras, a sua pertença a um clube informal: o dos que se habituaram a ter pelos na roupa, o dos que conversam com seres que não respondem com vocábulos mas entendem tudo, o dos que sabem que a lealdade mais pura não precisa de grandes discursos. A simplicidade do conceito é também a sua maior força, permitindo uma notável versatilidade. Pode ser um detalhe quase secreto no canto de um portátil ou um piscar de olho no capacete de uma mota. Ou, em maior escala, assumir o seu lugar de destaque no vidro de um carro ou na porta de um frigorífico. A sua aplicação é um exercício de personalidade: pode ser um sussurro ou um anúncio, dependendo apenas do tamanho e do local que escolher.
"Até que uma pessoa tenha amado um animal, parte da sua alma permanece por despertar." — Anatole France