LightBurn 2.1: Quick Nest, câmaras melhores e ferramentas que poupam tempo no laser
LightBurn 2.1: Quick Nest, câmaras melhores e ferramentas que poupam tempo no laser
O LightBurn 2.1 é uma actualização grande, especialmente para quem usa o software todos os dias em corte e gravação laser. A versão junta melhorias de layout, câmaras, histórico de undo, integração com ferramentas web e avanços importantes para utilizadores Galvo.
A novidade mais prática é o Quick Nest, uma ferramenta integrada para organizar peças dentro de uma área e melhorar o aproveitamento de material. A documentação confirma que usa nesting por bounding box: é rápido e simples, mas não substitui uma solução de nesting denso para formas muito complexas.
Esta distinção é importante. O Quick Nest é feito para velocidade e conveniência. Funciona bem para muitos trabalhos comuns, mas não tenta encaixar contornos complexos com a densidade máxima possível. Para peças muito irregulares ou concavas, o próprio guia da LightBurn continua a apontar o Nest Selected como alternativa mais adequada.
A LightBurn decidiu disponibilizar o Quick Nest a todos os utilizadores, incluindo Core e Pro. É uma decisão relevante porque transforma uma função de poupança directa de material numa ferramenta transversal, não num extra reservado apenas a quem está num plano superior.
Outra mudança forte está no sistema de câmaras. O LightBurn 2.1 introduz uma nova interface de configuração e controlo, suporte para câmaras IP, suporte para múltiplas câmaras e processos revistos de calibração e alinhamento. A documentação oficial avisa que informação de versões anteriores pode já não se aplicar totalmente à versão 2.1.
Para quem usa câmara no laser, isto interessa mais do que parece. Uma boa calibração permite posicionar desenhos no material com maior confiança, traçar objectos colocados na mesa e reduzir tentativa-e-erro. O novo sistema também facilita configurações mais avançadas, como setups de câmara dupla.
A versão 2.1 adiciona ainda uma janela de Undo History. Em vez de depender apenas de desfazer passo a passo, o utilizador passa a ter uma visão mais clara do histórico de acções e pode regressar a estados anteriores com mais controlo. Em projectos com muitos ajustes pequenos, isto reduz bastante a sensação de trabalhar às cegas.
Outra novidade é a integração com Cuttle.xyz através do novo menu Web Tools. O Cuttle é uma ferramenta web para gerar designs personalizados a partir de templates; no fluxo integrado, o utilizador pode personalizar um desenho e enviá-lo para o workspace do LightBurn. A própria LightBurn sublinha que o Cuttle é um serviço terceiro e separado.
Para utilizadores Galvo, a actualização também pesa. O LightBurn 2.1 traz Split Marking, gravação de depth map a 16 bits e suporte inicial a lasers Galvo baseados em EZCad3. A palavra “inicial” não é decorativa: a LightBurn identifica o suporte EZCad3 como funcionalidade “Labs”, ou seja, útil, mas ainda a precisar de maturação.
Também houve uma decisão prudente no lado EZCad2. O suporte a controlo Z para Galvo EZCad2 apareceu em release candidates, mas foi removido da versão final por ainda não estar pronto. Isto é frustrante para quem esperava a função, mas é melhor do que entregar algo instável numa área onde erros podem estragar material, tempo e paciência.
Há ainda uma nota específica para utilizadores de MacBooks com processadores Apple Silicon: o primeiro arranque da versão mais recente pode ser mais lento devido à camada de tradução para programas Intel e ao aumento de tamanho da aplicação. A LightBurn diz estar a trabalhar em builds nativas ARM para versões futuras.
No fim do dia, o LightBurn 2.1 é uma actualização orientada para produtividade real. Não é apenas uma lista de botões novos; é uma versão que melhora organização de material, fluxo de desenho, câmara, recuperação de erros e suporte Galvo. Para quem vive dentro do LightBurn, isto significa menos fricção e mais tempo a cortar, gravar e entregar trabalho.